Equipe Alaya Competition, de Brotas-SP, representou o Brasil na competição disputada na Indonésia

Quem está procurando motivos para se orgulhar do Brasil, encontrou um: na última semana a equipe nacional conquistou pela quarta vez consecutiva o Campeonato Mundial de Rafting na categoria Sub-23. O título veio após quatro etapas quase perfeitas em West Java, na Indonésia, deixando para trás adversários fortes como o Japão e a República Tcheca.

Na disputa em águas asiáticas, o Brasil foi representado pela equipe Alaya Competition, da cidade de Brotas, no interior de São Paulo. Mas quem pensa que a maior dificuldade encontrada pelo time brasileiro foram as corredeiras do rio Citarik ou os adversários, se engana. Para os seis atletas e os dois treinadores o principal obstáculo foi outro: conseguir a verba para poder disputar o Mundial.

Como o rafting não é uma modalidade olímpica, os atletas não recebem verba para competir. Portanto, a disputa começa muito antes do campeonato começar.

“É muito amor ao rafting mesmo. A primeira vitória nossa foi conseguir chegar ao Mundial. São 9, 10 meses batalhando todo dia para conseguir verba para representar o Brasil. Os atletas fizeram rifas, venderam camisetas e se desdobraram em eventos para podermos conquistar o tetra. A sensação é de dever cumprido”, diz o treinador João Paulo Costa, também citando a equipe feminina Sub-19 da Alaya Competition, que conseguiu o quarto lugar no Mundial.

< >

O apoio

Além da dedicação em rifas e vendas de camisas, a equipe Sub-23 também recebe o apoio institucional da Alaya Expedições. Por meio do projeto Rafting Campeão, a empresa repassa uma parte do faturamento anual para a equipe poder representar o Brasil no Campeonato Mundial.

Para Jean-Claude Razel, manager das equipes e sócio-diretor da Alaya, as equipes que disputaram o Mundial mostram que dedicação, espírito coletivo e disciplina são virtudes que levam ao sucesso.

“A Alaya está orgulhosa de fomentar o desenvolvimento destes atletas, de proporcionar vivências inesquecíveis para eles, de promover a cultura do diálogo e a cultura da vida ao ar livre através deste trabalho”, comenta Razel.

A origem da palavra “amador” é “aquele que ama”. Os atletas de rafting brasileiros são amadores na acepção da palavra, já que não recebem salários para praticar o esporte. Em contrapartida, todos eles atuam como instrutores de rafting na Alaya Expedições – tanto os atletas quanto os treinadores.

“Isso também é muito importante. Como não existe competição oficial de rafting no Brasil, o fato de todos atuarem como guias, além dos nossos treinamentos específicos, ajuda demais”, explica João Paulo, que divide a comissão técnica da equipe com Samuel Almeida.

A competição

A equipe Sub-23 da Alaya teve que remar muito para repetir o feito de Costa Rica-2011, Nova Zelândia-2013 e Foz do Iguaçu-2014 e conquistar o tetracampeonato. Para chegar a lugar mais alto do pódio a equipe passo por quatro etapas, em três dias de provas.

No primeiro dia, nas disputas com tiro e sprint paralelo, a Alaya foi ouro nas duas. No segundo dia, mais um outro no slalom, mostrando grande domínio de técnica e estratégia de prova. No terceiro dia, uma medalha de prata no downriver garantiu o título para o Brasil – o Japão foi vice-campeão e os donos da casa da Indonésia ficaram em terceiros.

“O rio Citarik é muito técnico, cheio de pedras, e para complicar um pouquinho mais choveu muito no último dia, o que encheu ainda mais o rio. Mas é um rio gostoso de navegar e nossa equipe soube aproveitar muito bem os nove dias que tivemos para treinar no local da prova. Isso fez toda a diferença a nosso favor”, comentou João Paulo, lembrando que a equipe chegou 12 dias antes do início do Mundial à Indonésia.

A equipe campeã mundial é formada por Angelo Degrandi, Gabriel Pessa, João Luiz Júnior, Fernando Morassutti, Leandro Cavalcante e Jorge Nave.

No feminino Sub-19, a equipe começou muito bem ganhando a prata no tiro. No Sprint, perdeu por pouco para Indonésia na semifinal e ficou em quarto. No slalom fez um belo terceiro lugar que mostrou todo o potencial da equipe para o futuro. No downriver ficou em quarto lugar, mesma posição que ficou na classificação geral.

No cômputo geral, mais do que as medalhas, o que ficou foi a sensação de orgulho por ter representado o país em uma competição esportiva de nível mundial.

“O sentimento é de que Alaya Competition fez história. Uma preparação exemplar, um planejamento impecável para viabilizar a viagem. E no final uma safra histórica de medalhas. Este é um Brasil que dá certo”, explica Razel.

A equipe Alaya Competition tem patrocínio master da Alaya Expedições e patrocínios de Active Gym, Letti, Fisk e Greco e Schutzer Treinamentos.

Serviço

alaya.com.br

www.facebook.com/AlayaBrotas

www.facebook.com/equipebrotasbozo

Assessoria de imprensa:
Seppia Geração de Conteúdo
Assessoria de Imprensa
Contato: (11) 3729-0969
Carlos Ghiraldelli | carlos@seppia.com.br
Murilo Rezende | murilo@seppia.com.br
www.seppia.com.br